sábado, 8 de março de 2008

Marketing Recessivo

Fechem as luzes, acabou a festa, estamos numa Recessão.”
Declaração final de um economista norte-americano após a release da informação de que em Fevereiro foram cerca de 63 mil os desempregados nos E.U.A. superando as piores expectativas e em anexo reforçando a crise imobiliária.

Altura complicada, mas no momento certo.
Em plena campanha eleitoral e com a ferocidade do lado Democrata, os candidatos enfrentam agora a sua própria imaginação em sugerir medidas para a herança que qualquer um deles vai receber.
Obama avança com ideais de cooperação partidárias e com a aposta firme em energias renováveis, que a ser verdade os poderá salvar num mandato desta crise que de certo irá revelar contornos mais sinistros, oferecerá novos mercados de trabalho e melhor que isso poderá dar o exemplo ao resto do mundo no incentivo de uma mudança de atitude e na construção de um novo modelo de economia, muito mais independente e sustentável.
Tudo isto vai depender do Marketing das campanhas em acção em que os americanos são de facto mestres, pelo menos na sua face mais megalómana e ostensiva num país em que os eleitores/consumidores são de facto, ainda hoje, muito sensíveis a estas projecções de imagem.

Como estaríamos nós hoje em dia se o mais recente Nobel da paz estivesse a acabar um segundo mandato?
O marketing recessivo deve obriga-los a cumprir in pronto as promessas e medidas que anunciarem.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Politician

Antes de abordar este assunto, preciso de deixar claro que não existe qualquer espécie de orientação de nenhum partido político (daqueles que têm pelo menos 5.000 militantes) existente em Portugal.
Este blog encerra no seu conceito uma visão pessoal de marketing e comunicação que pretende falar de uma maneira livre sobre tudo o que comunica; tome a forma que tomar.

No dia 21 de Dezembro de 07; 10 estratégicos minutos antes do Telejornal/RTP1; tive a sorte de apanhar o famoso espaço televisivo Tempo de Antena (que é da exclusiva responsabilidade de quem o utiliza) e assisti a uma campanha activa de auto-promoção PS/Governo/Presidência da U.E.
(gostava de vos mostrar mas não consegui arranjar nenhum link).
Uma acção deste género estará sempre sujeita a criticas e acredito que para algumas pessoas seja inclusivé chocante. A mim não me chocou, foi até muito interessante ver sob uma imagem moderna e dinâmica todo o processo de mostrar trabalho ou resultados, que nesta área da politica é sempre duvidosamente eleitoral e muito mal interpretado por todos os estratos sociais; nunca ninguém ta contente ou satisfeito.

Mas vá perante isto, fico é chocado com a passividade de toda a oposição.
Para quando uma aposta séria em Marketing Politico, quando não estão no poleiro?
Organizem-se! Existe um governo, que apareça um governo fictício com caras para cada pasta e perante uma nova medida, apareçam na televisão a dar a vossa opinião, as vossas indicações, as vossas sugestões ou as vossas criticas.

Tornem isto mais interessante e ao mesmo tempo façam-nos avançar.
Precisamos de uma outra visão governante, positiva como o publicitário Sócrates o executa tão bem.
Com uma oposição visível, activa e que agarre os meios de comunicação em massa, a concorrência politica crescerá, poderá ganhar uma tremenda dimensão e aí sim, acredito que deixaremos de ser bombardeados com os resultados para os começarmos finalmente a sentir.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Slogan ISSUES


Millenium Bcp
"Tenho de virar a minha vida de pernas pró ar."

Uma campanha directa: incentivar o endividamento, como se não fosse um grande problema nacional.
Comprem tudo, casa grande com jardim e vista pró mar, um carrão com tecto de abrir, tenham tudo, nós ajudamos se nos trouxerem os bens que tem e o que não tem.
Mau conceito.

Podiam-no ter feito de uma forma mais discreta, como faz o “novo” montepio com o seu “na tua casa ou na minha” ou mais profissional como o BES com os seus interessantes pacotes de crédito e sob a ideia de “se não ganhou a lotaria ou se não tem pais ricos…”.
A vida virada do avesso já tem metade de Portugal e nestas questões é preciso ter cuidado nas abordagens, o sentimentalismo da coisa com camiões e uma boa multidão jovem, numa zona bem cotada e agradável e com aquele cantar em uníssono à publico de concerto, cai mal nesta situação.
De qualquer forma é um slogan que lhes fica bem, até porque é um reflexo do que se passa na sua administração.
Fica a musiquinha que irritantemente fica no ouvido.

Slogan ISSUES

Renova
Make love not Co2

Apresenta-se um novo produto da Renova sob o discreto slogan “make love not co2”.
Considerando que a industria do papel é uma das grandes responsáveis pela diminuição da produção de O2 no mundo, e como as questões ambientais estão finalmente na berra, surge em boa altura.

Gosto do slogan sob a perspectiva que de facto a emissão de Co2 para a atmosfera é a THE grande guerra deste século e até porque a Renova conseguiu adoptar uma carinha bem hyppie para este produto.

Ir á casa de banho passou de necessidade básica, a local de leitura para agora se tornar num momento de reflexão.
Dirigi-lo a uma faixa etária mais nova, atenta e consciente poderia ser também uma boa aposta com um slogan como “Renova-te” pois precisamos de alertas de consciências e de fomentar comportamentos através dos produtos que comercializamos; juntando o útil ao agradável, até porque sou um adepto da leitura no WC, escrever dicas, va, sobre simple ecologic behaviours também era boa jogada para a Renova.